Carrego comigo, uma eterna busca, um etéreo desejo. O anseio da descoberta. Tenho a visão curiosa. Um contemplar tímido e atento, de quem chega sem querer ser notado e vai embora querendo ser lembrado. Dono de uma paixão indiscreta, pelas coisas todas que vivem ou são. Anseio fazer a mudança no mundo sem que me notem, deixando das minhas doidices espalhadas ao vento, sopradas sobre o tempo. Assim eu não morro jamais. No entanto, também me é gentil a idéia de deixar tudo como está. Porque assim estando, eu sei que devagar restarei apenas nos corações de quem importa, e pelo tempo que me permitirem.